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Versos de um Natal no frio

Atualizado: 16 de dez. de 2023



Versos e poemsa surgem a todo o momento. Sensações distintas, Papai Noel não transpira em suas vestes acolchoadas. Narizes vermelhos, frios. Tem bacalhau cozido. O peru chega para a festa da noite, mas noutro dia o rei da mesa é o cabrito. E se der rima tem o borrego. E as tigeladas? Fumegando, tem também!

Outros versos pra sobremesa. Há aletria, as filós e o bolo rei... poemas adocicados que estarão completos com o pudim à brasileira. Eu o farei, pois p-r-e-c-i-s-o.

As lareiras crepitam, aquecendo as moradas. Os poetas, em suas letras, retratam as jornadas. O cheiro aconchegante da lenha queimando. E os corações pulsantes, em sinfonia cantando.

No Natal do hemisfério frio, o encanto é distinto. Onde os sonhos ganham forma em campos de brinquedo. Os desejos deslizam na noite azulada e as crianças se divertem, sorrindo na roda gigante.

Em cada esquina, um poeta declama melodia. Espanta com palavras o sopro frio da montanha. As estrelas, testemunhas silenciosas do relato, contemplam a poesia em cada flocos da branca pluma que desce para ver o espetáculo.

Oh, Hemisfério Norte, arena das emoções. Onde o Natal se veste das mais belas canções. Nos versos dos poetas, ele ganha vida e encanto. Um regalo que floresce a cada esquina.

Assim, no Norte, o Natal é como um poema. Um convite à magia que na neve se esquema. Um conto a ser escrito pelos versos da alma. Na paisagem gélida, uma ode à esperança que acalma.

Em cada poesia, um pedaço do eterno. A celebração do amor, e o desejo de um mundo mais terno. Há de ser! Assim dizem os poetas, com suas palavras serenas, que o Natal, no Hemisfério Norte, é o verso que ressoa em arenas.

E eu cá no Norte, enquanto espero a neve descer na Serra da Estrela, desfruto o capuccino, o encontro, a poesia que se faz vida ao pé da Sagrada Família, protegida pela árvore do Mercado da Vila – arena de acontecimentos. Espero, ansiosa, a Ceia fervilhante da noite. 

Eu sou do Sul, o Norte é o pedaço de eterno que veio a habitar-me agora. Forte e quente. Arenas de cá, arenas de lá festejam o Natal - que faz casa nos corações a tremular o Espírito Natalício - mais singelo.

Este é meu poema e quiça o futuro verso.

 

 
 
 

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